Quando nasce um bebê

Inspirada por duas amigas queridas que estão prestes a dar à luz, me ocorreu de escrever sobre esse momento tão recheado de emoções que é “a hora”. Eu sempre acho que desejar uma “boa hora” parece coisa de pessoas mais velhas, mas hoje mesmo me peguei escrevendo isso para uma delas. A vida é assim mesmo, não é?

Estou chegando, mamãe!

Estou chegando, mamãe!

Pois bem, uma coisa que me incomodava demais conforme a gravidez ia avançando era quando aquelas “pessoinhas sem noçãozinha” começavam a falar aqueles absurdos tipo: “Te prepara que agora não vai mais dormir!” Gente, pelamor, né? Qual o objetivo disso? Assustar? Pra quê?

Contar coisas que acontecem a mães/pais/cuidadores reais não necessariamente inclui assustá-los, ridicularizá-los, culpá-los. Quando nasce um bebê, nasce uma família inteira – ainda que não seja o primeiro bebê daquela família. Cada um desses pequenos seres fofos é um indivíduo, com suas características próprias, com sua história a escrever, seu caminho a percorrer. A gente ainda não sabe muito bem como será – existem histórias de todos os tipos, então o legal é nos darmos a oportunidade de observar, conhecer e aprender com nosso bebê.

Você, recém mãe:

  1. Aproveite os momentos com seu filhote. Observe-o, toque-o. Pense naquele instante, tente não se preocupar com o “e se…?”.
  2. Quando ele dormir, tente descansar também. Ainda que você não durma, faça algo por você, algo que lhe dê sensação de bem estar. Se der pra dormir um pouquinho, é sempre bom, não é? Mas se não der, tudo bem. Se tiver visitas, peça licença e vá descansar/dormir/tomar banho/comer.
  3. Peça ajuda sempre que precisar. Esse item ainda vai valer alguns posts aqui, com certeza. Por hora, peça ajuda. Não é vergonha nenhuma.
  4. Não aplique em você nenhuma “técnica” de “qualidade total” rsrsrsrsrs. Tô rindo, mas é sério. A gente sempre se culpa, sabe? Se você tentar ser a “mãe perfeita” logo nesse período de adaptação, pode ser bem sofrido. A verdade é que não sabemos direito o que nos espera, porque se cada bebê é de um jeito, cada mãe também é. Cada gravidez é única, cada puerpério é único. Cada mulher reage de um jeito à carga hormonal que recebe. A “dica 1” também vale para você: observe-se.

Você, amigo/parente/chegado de uma recém mãe:

  1. Se quiser ajudar em algo, coloque-se à disposição.
  2. Visitas? Cada mãe pensa de um jeito, então vá com calma. Converse com ela, pergunte se ela gostaria de receber visitas na maternidade ou se prefere após a alta. E respeite a vontade dela, ok?
  3. Visitas? Breves.
  4. Visitas? Não vá sem avisar. Sério.
  5. Visitas? Se quiser pegar o bebê (de preferência, se a mãe oferecer), LAVE AS MÃOS.
  6. Visitas? Por favor, sem perfumes fortes, sem gritaria, sem beijos nas mãos e no rosto dos bebês.
  7. Palpites? Hmmm… não!
  8. Sugestões? Espere a mãe pedir, né? Muita calma nessa hora.

Acho que não custa nada escrever um pouquinho aqui sobre o puerpério. Não sou médica, não sou psicóloga, sou uma mãe com um filho de pouco mais de 1 ano que ainda lembra bem da própria experiência. Em geral, nos sentimos confusas, meio perdidas, precisando nos adaptar a um monte de mudanças na rotina. Por mais esperado, planejado, desejado, mimado, amado que seja nosso filho, o momento logo após o nascimento pode ser punk. Tantas emoções e hormônios misturados, imaginem no que pode dar. Escrevo esse pequeno trecho para avisar, principalmente, os amigos/parentes/chegados das recém mães, para que RESPEITEM o momento. Tem gente que já teve filho e, magicamente, esquece de sua própria experiência, deixa a noção de lado e começa a estressar ainda mais as puérperas. Tudo o que precisam essas mamães é de PAZ, COMPREENSÃO, CARINHO e APOIO. Só. Leram “pitacos” na lista de itens necessários? Não, né? Então apenas parem.

Um grande beijo em todas, um maior ainda nas minhas amigas que estão prestes a receber seus maiores presentes nos braços. Segundo minha mãe, “filho é a pessoa mais importante da nossa vida”. Cada vez mais eu concordo com ela, viu gente?

Samia-Mãe.

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Sobre Samia Mãe

Samia, uma mãe com dúvidas e muita, mas muita vontade de acertar. Acredito que conversando sobre as dificuldades, elas se tornam menores e o caminho fica mais leve e divertido.
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