Rotina, rotinas… (ou: “Vai ter textão, sim!”)

Acredito que desde o momento em que nos vemos grávidas, nossa rotina muda bastante (seja por excesso de sono, enjoos, ansiedade, fome…). Ao longo da gestação, vamos passando ainda por mais transformações e nossa rotina, também.

Depois que o bebê nasce, então… aí nem se fala. Acho que até a mais zen das mães precisa alterar a rotina – aliás, não é mais somente a rotina da mãe, mas a da família toda (que mora junto) muda. Longe de mim querer vir aqui para ditar regras de “como-deve-ser-a-rotina-da-sua-casa” ou “faça-exatamente-do-MEU-jeito-porque-é-o-único-correto”, mas vou contar um pouquinho do que li (e vocês também devem ter lido) e do que tenho vivido.

Eu acho que sempre soube que bebês dormem muito, de dia e de noite. Ê beleza, hein? Dormem pra caramba, a mamãe pode descansar de todo o período gestacional que, vamos combinar, não é bolinho! Hm… não. Dormem muito, mas esse sono é “picotado”. Logo no início, o que eu vivi foi um acorda-dorme-acorda intenso e frenético. Hahahahaha Meu filho era “calminho” (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs), ou, mas palavras da minha mãe: “um menino bom” (Ai, gente, eu morro com as definições da mamãe, sabe? Muito amor pelo neto dela!). Mas sim, voltando. Ele acordava e, não necessariamente, ficava chorando. Então, mesmo que ele estivesse acordado, eu acreditava que não precisava “fazê-lo” dormir. À medida em que ele foi crescendo, fomos aproveitando os períodos em que ele estava desperto para brincar, conversar e deixá-lo livre também, explorando o próprio corpo e o ambiente.

Explorando o rosto da mamãe. <3

Explorando o rosto da mamãe. ❤

Eu já li muita coisa sobre rotina, confesso aqui, pra vocês. Já tive, inclusive, muitas crises particulares por achar que eu não “aplicava corretamente” os “métodos” para estabelecer uma boa rotina. Fazendo uma análise hoje, eu já tive ideias bem radicais. Não consegui ter sucesso em nenhuma delas, sofri com cada uma das tentativas frustradas e tenho aprendido que eu não estou no controle de tudo. Se eu tivesse sido mais flexível há mais tempo, tenho certeza de que teria curtido mais os primeiros meses de vida do meu filho e meus primeiros meses como mãe dele (sim, tem diferença).

Com o passar do tempo, ele foi nos dizendo que precisava de 2 sonecas de dia, e o sono noturno (que ainda não é direto a noite toda). Depois que completou 13 meses, não quer mais dormir de tarde, então eu aproveito que estou em casa no final da tarde, e saio com ele para fazer alguma coisa na rua – nem que seja ir ao supermercado (aliás, outro dia eu vi um vídeo de um pediatra que foi uma facada no meu peito, dizendo que ir ao supermercado ou ao shopping não era um programa a ser fazer com os filhos. Já já tem post sobre isso também), à farmácia, à praça, ao shopping ou mesmo ficar na área do prédio onde moro. Procuro demorar pra voltar pra casa, de forma que ele saia um pouco do ambiente do lar, tenha coisas diferentes pra olhar, se distrair, ver outras pessoas. Aliás, essa dica eu peguei de uma das minhas amigas que são mães mais experientes do que eu, em uma de nossas conversas. Quem tem amigos, tem tudo!

Quero falar um pouquinho pra vocês sobre um viés de rotina, chamado “volta ao trabalho”. Então, lá estava eu em casa, durante os meses de licença, para cuidar do meu filho. Vivia momentos em que queria muito voltar a sair de casa para trabalhar, acho que era como se eu achasse que resgataria a Samia de antes (e eu sentia falta dela), que precisava reencontrá-la no trabalho. Em outros, porém, passavam coisas muito loucas na minha cabeça, do tipo: “mas que raio de mãe é essa que não quer parar a vida pra cuidar do seu próprio filho?” ou “É muito fácil botar no mundo e não criar. Sim, porque a mãe que trabalha fora de casa não cria seus filhos”. Essas e outras pérolas rondaram meus pensamentos durante muito, mas muito tempo mesmo (vou confessar aqui que, de vez em quando, ainda rondam). Li em fóruns e sites sobre maternidade coisas nesse nível, vocês acreditam? É triste, muito triste. Saí dos últimos que ainda restavam na minha vida rsrsrs e que bela atitude foi essa minha!

Hoje, depois de alguns meses de volta ao trabalho, minha rotina está, digamos, estabelecida. Nada demais. Hoje olho pra trás e penso que podia ter sido mais leve, sabem? Podia, sim. Se hoje você tem um filho pequeno, lê um monte de coisas disponíveis na internet, tenta aplicar com ele e não tem tido sucesso, relaxe. Mas, tipo, relaxe mesmo. Espere um pouco, tente novamente ou mude de estratégia. Tente não sofrer. Talvez a gente sofra porque sabe o tamanho da responsabilidade que é criar um filho. Talvez a gente sofra porque se vê neles, porque ainda não cortamos o cordão umbilical. Mas eu acredito muito que podemos sofrer menos, encarar as experiências com mais leveza e ser mais felizes.

Nossa vida tem que ter organização, tudo flui melhor quando nos organizamos, isso é fato. Não falo contra isso, muito pelo contrário. Estamos acostumados, no entanto, a organizar, planejar a NOSSA vida, adultos que somos. Concordam que fica mais fácil prever as coisas? Se nós, adultos, acordamos indispostos mas temos uma reunião, damos conta. Talvez não sejamos “só sorrisos” nesse compromisso, mas damos conta. Se nós, adultos, não queremos comer o que tem no almoço, podemos comer pouco e fazer um lanchinho (quem nunca?) logo após. Mas pensem como um bebê, por um instante. O que ele vai fazer se estiver indisposto? O que ele vai fazer se não quiser comer? Chorar. Chorar. Gritar. Gritar. Pode se jogar no chão, eventualmente. Não vai agir como um adulto, mas como o bebê que é. Tendo isso em mente, precisamos pesar o que é mais importante para nós. Particularmente, eu prefiro evitar os conflitos. Ele não quer dormir, já tentei horrores, diminuí o ritmo da música de ninar, reduzi a iluminação… mas ele não quer. Na minha programação, estaria sono e, só depois, brincadeira, por exemplo. Mas o menino não dorme. Eu escolhi (esperar hahahaha não, mentira) flexibilizar. Comigo deu mais certo do que insistir na “dormida”. O resultado? Humor melhor dele. E essa flexibilidade NÃO o levou a dormir meia noite, por exemplo. Até agora, não vejo ponto negativo.

Moral da história 1: cada realidade é única. Moral da história 2: faça as suas escolhas e fique BEM com elas (nessa parte, ainda estamos trabalhando rsrsrsrs muita terapia!).

Beijos!

Samia-Mãe

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Sobre Samia Mãe

Samia, uma mãe com dúvidas e muita, mas muita vontade de acertar. Acredito que conversando sobre as dificuldades, elas se tornam menores e o caminho fica mais leve e divertido.
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