Reflexões sobre reflexões

20150916_220559O mundo tá ficando muito chato. Mas chato demais. Não sei se vocês compartilham da minha opinião, mas hoje em dia a gente tem que medir demais as nossas palavras, os nossos pensamentos, as horas que passamos com o celular, com a televisão, contar todos os nutrientes que ingerimos e damos aos nossos filhos… Vejam bem, não me entendam mal (cá estou, medindo minhas palavras), eu sei que respeito ao outro é fundamental, sei que cuidar da alimentação é obrigatório e que hoje em dia poderíamos usar menos certas tecnologias. Sei. PORÉM…

  1. Cadê nossa espontaneidade? É, realmente, possível, vivermos sem utilizar ironia (ou ter que explicá-la), sem brincar, sem rir das situações? E qual seria a qualidade dessa vida?
  2. Patrulha sobre o que pensamos me soa como teoria da conspiração, fellas!
  3. Se, por um lado, usar o celular em excesso é um risco sob muitos aspectos da nossa vida (desde tirar nossa atenção ao trânsito enquanto dirigimos até prejudicar nossa interação com as pessoas fisicamente a nossa volta), deixar de utilizá-lo HOJE EM DIA, com o ritmo de vida que JÁ TEMOS, nos tira a oportunidade de aproveitar muitas facilidades (inclusive de interação social, com pessoas queridas que não estão perto de nós – fisicamente). Imaginem as belas cenas que registramos, diariamente, de nossos filhos. Tantas, certo? Que bom podermos enviar essas imagens à avó que mora longe, ao tio que trabalha demais ou aos amigos queridos, né? Imaginem a praticidade de quem tem alergia ou intolerância alimentar e não enxerga, poder utilizar um aplicativo para LER EM VOZ ALTA a tabela nutricional ou os ingredientes de um produto alimentício no supermercado!
  4. Televisão? Como toda tecnologia, como todo conhecimento, pode ser utilizada para o “bem” e para o “mal”. E a escolha é SEMPRE nossa. Somente nós conhecemos nosso cotidiano, nossas necessidades, nossa configuração familiar. Somente nós podemos decidir quando e como utilizá-la.
  5. Voltando ao tema da alimentação: com acesso a tantas informações (via, sobretudo, televisão, celular, computador…), muita gente pode ficar confusa sobre o que comer e o que oferecer aos seus filhos. Sim. Mas quem enfrentar essa confusão, pode perfeitamente buscar opinião de um médico de confiança ou fazer suas próprias pesquisas. Não sejamos os “chatos” que se incomodam com a vida e a alimentação alheia, por favor.

Hoje, especialmente hoje, li um post de outro blog que me fez refletir, ainda mais, sobre as minhas escolhas. Era sobre “consumismo” ou que “os outros” dizem que é essencial para criarmos nossos filhos (enquanto ainda são bebês). Concordo, claro, que existem muitos exageros. Mas, acima de tudo, sou da opinião que o que é necessário para uns, pode ser supérfluo para outros. E não podemos julgar ninguém. Esse tem sido meu mantra (“não podemos julgar ninguém”). Eu mesma fiz uma lista de “coisas” que eu considerava importantes para amigas minhas que tiveram  filho depois de mim, e tenho certeza de que as ajudei com isso.

No post que li mais cedo, me incomodou o fato de ser estimulada a desconfiança. Como se nós, mães, fôssemos as donas da verdade. Como uma mulher grávida, preparando o enxoval de seu filho, não vai acreditar no que lhe disser sua própria mãe, nas opiniões que o pai da criança lhe der, no que ela ler na internet ou no que a televisão lhe diz? Ela deve confiar em quê? Vou dar meu próprio exemplo: imaginei que iria amamentar meu filho exclusivamente no peito até os 6 meses. Não pude. Mas achava que comprar bomba de extração de leite era besteira, não precisaria. Afinal, amamentar é automático (só que não foi assim. E acredito piamente, que NÃO É ASSIM). Não comprei mamadeira, não comprei esterilizador. Não sabia nada sobre sistema anti cólica. Resultado: não pude amamentar e, às pressas, nas primeiras semanas de vida do meu filho, meu marido teve que se virar “sozinho” para descobrir alternativas. É aí que eu defendo que devemos ouvir a experiência dos outros – e não desconfiar de TODOS, como sugeria o post que li.

Por fim, minhas diquinhas:

  1. Busque informação
  2. Respeite a opinião e as escolhas alheias
  3. Utilize a tecnologia da melhor forma – de acordo com as suas convicções
  4. Não dê palpites – coloque-se à disposição quando quiser ajudar e posicione-se quando (E SE) for solicitado
  5. Acolha
  6. Não aponte dedos (estou sendo redundante à dica 2, sei, mas não me controlo rsrsrsrsrs)
  7. Seja feliz. Se der. Porque hoje em dia, tá puxado.

Com carinho,

Samia-Mãe

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Sobre Samia Mãe

Samia, uma mãe com dúvidas e muita, mas muita vontade de acertar. Acredito que conversando sobre as dificuldades, elas se tornam menores e o caminho fica mais leve e divertido.
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